Joalherias de shoppings estão mais vulneráveis

Mais de trinta roubos a joalherias, ocorridos este ano em shoppings e em espaços de hipermercados estão sendo investigados pela Polícia Civil. Os ladrões têm preferido agir em locais mais vulneráveis, reservados e com poder de segurança menor que dos bancos.

De acordo com o diretor do Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo), Waldemar Pellegrino Júnior, trata-se de crime organizado, já que este tipo de ocorrência tornou-se mais eficaz com a facilitação da receptação do produto. “O aumento do número de receptadores que compram estes produtos roubados, sem que as lojas possam recuperá-los, aliado ao modelo de segurança utilizado pela maioria dos shoppings e hipermercados, facilitam ainda mais a ação dos marginais”, explica.

De acordo com Pellegrino, por uma opção de menor custo ou de acordo com o plano de segurança adotado, os shoppings estão trocando a função vigilância pela de fiscalização de piso, categoria mais vulnerável, pois desarmada e sem especialização técnica e treinamentos oficiais, tem menor poder de reação e percepção a delitos. O diretor do Sesvesp sugere que a segurança comece a ser reforçada nestes centros comerciais. “Se for verificado que há, de fato, uma migração do crime para o assalto a joalherias, o ideal seria voltar a ser utilizada a vigilância armada no perímetro estratégico do imóvel e também em suas portas. Revisão geral dos planos de segurança desses espaços comerciais por parte das autoridades constituídas e responsáveis pela segurança privada. Reavaliação estratégica das joalherias na planta dos Shoppings e da obrigatoriedade de proteção especial que esse tipo de comércio exige. Além disso, a segurança eletrônica incrementada e monitorada por equipe especializada 24 horas”, argumenta.

Os vigilantes são profissionais registrados por empresas de segurança privada regulares, autorizadas pela Polícia Federal, com certificado de conclusão do curso de formação e reciclagens constantes bianuais obrigatórias. Para poder funcionarem, estas empresas precisam ter autorização específica do Ministério da Justiça, e ainda, ter suas instalações fiscalizadas constantemente pela Polícia Federal com posterior emissão do Certificado de Segurança que garante essa regularidade. A Lei 7.102/83 regula o funcionamento destas empresas no País.

Números do setor

Há aproximadamente 140 mil vigilantes (entre homens e mulheres) em 450 empresas de segurança legalizadas no Estado de São Paulo, sendo que quase 200 são associadas ao Sesvesp.

As mulheres representam 7% desse total, o que equivale a 9.800 profissionais.

Nos últimos cinco anos, o setor registrou expansão de 5% em cada ano.

De acordo com dados da Coordenação de Controle da Segurança Privada da Polícia Federal, o país possui atualmente cerca de 5% de vigilantes privados a mais do que policiais militares. Estimativa do Ministério da Justiça revela que há 431.600 vigias em atividade.

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