Copa do Mundo, eleitores confusos, bagunça no STF, partidos em busca de alinças

A três meses das eleições, o cenário eleitoral segue indefinido e se assemelha muito com o ocorrido no ano de 1989 quando, diante da indefinição dos candidatos, houve um favorecimento das margens: de um lado, Collor, e de outro, Lula. Trazendo a comparação para o presente, se o centro não convergir em torno de um nome, a tendência será de uma eleição disputada em segundo turno entre candidatos de margens opostas: esquerda e direita.

A Copa influencia as eleições?

Se o Brasil vencesse a Copa do Mundo, a população entraria em estado de catarse, vestindo a camisa, achando que está no melhor país do mundo. Já em caso de derrota, o brasileiro tende a ter reação contrária, pois, reversão de expectativas gera frustração. E esse resultado pode ter influência negativa no cenário eleitoral. Independentemente de Copa, o sentimento de revolta do brasileiro existe e pode aumentar até as eleições.

Refluxo na política

Por conta do clima de Copa, não haverá grandes novidades. Eventual terceira denúncia contra o presidente Temer não virá. Câmara e Congresso apenas cumprem agenda. Atenções se voltam ao processo eleitoral, sobretudo a partir de agosto.

No Executivo

Governo segue apenas com o básico, sem acirrar debates em torno de grandes reformas. Já não existe vontade do Parlamento para votar temas relevantes. No entanto, a reforma tributária entra obrigatoriamente na agenda do próximo presidente.

Neste momento, o problema foi o afastamento do ministro do Trabalho, Helton Yomura, por suspeita de fraudes em registros sindicais. Segue em processo de averiguação.

Portanto, espera-se que o Executivo apenas cumpra a pauta.

Os partidos

A prioridade entre os partidos são as parcerias. DEM, PSB, PT, PR, PRB. Todos estão se movimentando em todo das possibilidades de alianças.

Cenário eleitoral

O PT deve insistir até o último momento na candidatura de Lula. O plano B do partido é Fernando Haddad.

O cenário atual indica para o segundo turno os candidatos Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Mas, para se destacar, Bolsonaro precisa da aliança com o PR para ampliar seu tempo de propaganda, dos atuais dez segundos para pelo menos três minutos. Bolsonaro mantém uma boa imagem junto aos empresários, ao contrário de Ciro, que cogita rediscutir a reforma trabalhista.

Geraldo Alckmin ainda é incógnita junto ao eleitorado. Por enquanto, chega a 7% nas pesquisas.

Álvaro Dias tem condições de firmar parcerias, mas não deve chegar ao segundo turno.

Henrique Meirelles ainda precisa passar pelo MDB, que hoje está rachado.

Marina Silva reluta em firmar alianças e, com isso, reduz suas chances. Tem boa performance, mas apresenta ainda uma certa fragilidade para a corrida eleitoral.

João Amoedo está entrando na política pela porta da seriedade. Pode ter poucos votos, mas com convicção.

De todo modo, a maioria dos eleitores ainda não sabe em quem votar. Portanto, nada está definido. O Sudeste concentra mais de 40% do eleitorado do Brasil e, junto com o Nordeste, soma 70%. O candidato que souber administrar bem estas regiões terá grande chance nas eleições.

Redes sociais

O que acontece nas redes sociais é apenas briga entre militantes contrários, mas não resulta em voto. As redes sociais ainda não têm poder para eleger.

Bagunça no STF

O que chama atenção neste momento é a confusão no Supremo Tribunal Federal por causa das querelas internas entre ministros. Diante de tanta divergência, não será de se estranhar em breve a notícia da soltura de Lula.

O STF está passando por um dos piores ciclos de sua existência. Tendência de politização forte do judiciário brasileiro.

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